EUA lançam ataque contra ilha iraniana de Larak, Teerão promete resposta

EUA lançam ataque contra ilha iraniana de Larak, Teerão promete resposta

Um ataque dos Estados Unidos atingiu este domingo dois lançadores de mísseis na ilha iraniana de Larak. A Guarda Revolucionária iraniana já prometeu responder e "punir" os responsáveis, admitindo que a investida causou vários mortos, militares e civis.

Andreia Martins - RTP / Adicionar como fonte informativa
Imagem do porta-aviões USS Abraham Lincoln, na primeira semana dos ataques dos EUA contra o Irão, a 3 março de 2026. Foto: Marinha dos EUA via Reuters

As forças norte-americanas atacaram este domingo dois lançadores de mísseis iranianos na ilha de Larak, localizada no Estreito de Ormuz, no Irão, segundo indicou um responsável norte-americano. 

"Posso confirmar que hoje de manhã as forças norte-americanas atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak. Foram observadas forças da Guarda Revolucionária Islâmica a preparar-se para lançar rockets com ogivas no Estreito de Ormuz", adiantou Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), num comunicado enviado à agência France Presse. 

A Guarda Revolucionária iraniana confirmou que o ataque matou e feriu vários militares e civis. Prometeu uma "resposta" e "represálias" por parte de Teerão, segundo os meios de comunicação estatais.

Estes são os primeiros ataques norte-americanos contra o Irão desde finais de julho. Ao longo das últimas semanas, a pressão sobre Teerão estava concentrada sobretudo na aplicação de sanções ao regime iraniano, mas também a todos os que como ele cooperem

A guerra entre Estados Unidos e Irão iniciou-se há meio ano, com a investida conjunta de Washington e Telavive a 28 de fevereiro. O primeiro ataque matou vários líderes da cúpula de poder em Teerão, incluindo o próprio ayatollah Ali Khamenei, líder supremo desde 1989. Em resposta, os iranianos desencadearam uma série de ataques contra vários países no Golfo que albergam bases norte-americanas. 

Este conflito levou ainda ao bloqueio do Estreito de Ormuz, com grandes consequências para a economia e comércio mundiais uma vez que por aqui passava cerca de um quinto do petróleo vendido em todo o mundo. 

Em junho, EUA e Irão assinaram um Memorando de Entendimento que determinava o cessar-fogo imediato e a abertura de negociações durante 60 dias para um acordo definitivo de paz, prazo que entretanto expirou.

As hostilidades entre os dois países acabariam por ser retomadas escassas semanas depois, ainda antes do fim do prazo do memorando, com Washington a focar-se mais recentemente em subir a pressão sobre Teerão com uma campanha de novas sanções económicas. 
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